VMA eleição que não se perde Baixar o livro
Diagnóstico de campanha Porto Velho · 2024

A eleição que
não se perde

e mesmo assim se perdeu

Tinha 56% nas pesquisas e tudo o que uma campanha sonha: doze partidos, mais da metade do horário eleitoral, o prefeito, o governador e o ex-presidente do lado. Por qualquer conta, estava ganha. Perdeu. Este livro mostra por que perdeu, e como não repetir.

De graça. 118 páginas. Lê num fim de semana.

Capa do livro 'A eleição que não se perde — e mesmo assim se perdeu', de Marcelo Vitorino. PDF gratuito
51%
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1º turno
a queda
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2º turno
a derrota

O enigma

Uma eleição que se perdeu enquanto se ganhava.

A resposta fácil é procurar o erro: o debate que ela não foi, a chuva da véspera, a visita que deu errado. Não foi nada disso sozinho. Foi uma sequência de decisões que, somadas, viraram uma liderança folgada em derrota. E essa é a parte incômoda: o problema quase nunca está onde todo mundo aponta.

12 partidos na coligação +50% do tempo de TV Prefeito + Governador Apoio do ex-presidente Líder em todas as pesquisas
A tese

Campanha que perde é como queda de avião

Avião moderno quase nunca cai por uma falha só. Cai quando vários sistemas falham em sequência, e cada um deles, sozinho, o resto teria segurado. O investigador não procura o parafuso. Procura a corrente. É assim que este livro lê a campanha: em quatro camadas, do elo escondido ao empurrão final.

1 · Causa-raiz latente

A sucessão construída ao contrário

Todo o protagonismo na candidata, no pedestal, sem cargo na gestão nem ponte provada com o prefeito. A rejeição estrutural foi erguida ainda na pré-campanha, quando bastavam seis meses num cargo.

2 · Cascata de eventos

A corrente que se encadeia

Pré-campanha de exaltação sem vacina → primeiro turno sem apresentar a candidata → a narrativa do “conchavão” → a aposta no ex-presidente elevando a rejeição → a não-vitória no primeiro turno.

3 · Fatores contribuintes

Agravaram, sem decidir

A ausência nos debates, o descolamento entre a candidata e a chapa proporcional, a linha narrativa que só se acertou tarde, no segundo turno.

4 · O imponderável

O empurrão final

A enchente da véspera devolvida à memória do eleitor e a abstenção inflada pelo feriado do servidor. Fatais só porque a corrente já vinha frouxa.

O conteúdo

O que você vai encontrar

As dez lições

Princípios que se transferem para a próxima sucessão

  1. A sucessão se constrói; não se declara.
  2. Vacine as fraquezas na pré-campanha.
  3. Continuidade pura estagna: some avanço.
  4. Domine a narrativa, ou o adversário a escreve.
  5. Apoio é meio, não fim: meça a rejeição.
  6. Coligação grande tem prazo de validade.
  7. Não deixe a rejeição migrar para um só rival.
  8. Construa base própria e relacionamento desde já.
  9. Coerência acima de tudo: a linha é uma só.
  10. Planeje contra o imprevisto.
A régua

O método, aplicado passo a passo

  • Linha narrativa. Uma só, do começo ao fim.
  • Faseamento. Sensibilizar, motivar, mobilizar.
  • O caminho da conversão. Atingir muitos no topo, converter os decididos.
  • Vacina das fraquezas. Tratar a brecha antes que vire ataque.
  • Transferência × identidade. Herdar sem virar marionete.
A lente

Quem decidiu o quê

O diagnóstico separa, com rigor, de quem foi cada decisão. Não para achar culpado. Para achar a lição que serve na próxima.

A candidataFez o que pediram. Com palco e preparo, venceu o debate decisivo.
O campo políticoTomou as decisões que custaram a eleição.
A comunicaçãoErrou no começo. Acertou no fim. Tarde.
O adversárioNão criou a brecha. Só soube explorar cada uma.
Como se prova

Número e percepção

Os números dizem o que aconteceu. Os grupos focais dizem por quê. Quando os dois apontam para o mesmo lugar, a causa está provada, não alegada.

51% 27 AGO 56% 17 SET · PICO 44% 5 OUT · VÉSPERA
Os números

Uma eleição reversível até quase o fim

118
páginas
10
lições
4
camadas do acidente
26
gráficos e imagens

Léo venceu por 56,18% a 43,82%. Foi a vitória menos elástica entre as disputas decisivas recentes da capital. Sinal de que a eleição foi reversível até quase o fim, e de que cada elo da corrente importou. Inclusive o último.

Para quem é

Quem lê isto não repete

01

Candidatos

Quem herda um legado bem avaliado e acha que a bênção basta. Não basta.

02

Marqueteiros

Quem precisa separar decisão política de falha de comunicação, e provar a diferença com dado.

03

Consultores e estrategistas

Quem quer um modelo de causa, não uma lista de palpites depois da derrota.

04

Quem estuda política

Um caso real, com dado público e bastidor, lido pela régua do método.

O autor

Marcelo Vitorino, autor do livro

Marcelo Vitorino

Academia Vitorino & Mendonça

Consultor, educador e ativista do marketing político, Marcelo Vitorino atua em campanhas há mais de duas décadas, e já passou de cinquenta delas. Começou em 2008, na campanha de Gilberto Kassab em São Paulo, uma das primeiras grandes operações digitais do país, e de lá percorreu a escala nacional, de José Serra a Geraldo Alckmin, e prefeituras e proporcionais em todas as regiões.

É em Rondônia, porém, que estão alguns dos seus marcos, e é de lá o conhecimento de bastidor que sustenta este livro: a reeleição de Confúcio Moura em 2014, a vitória de Marcos Rocha em 2022, e três sucessões municipais realizadas em outros estados que obtiveram sucesso. Parte da campanha de Mariana também foi dele: atuou como consultor no primeiro turno e conduziu a comunicação no segundo. Por isso este diagnóstico é, antes de tudo, uma autocrítica.

O método é a sua marca: diagnóstico antes da tática, cadeia de evidências contra o achismo, mensuração que orienta a decisão. Reúne na Academia Vitorino & Mendonça a base de conhecimento que sustenta esta análise, e levou o debate sobre comunicação política, desinformação e inteligência artificial ao TSE, ao Congresso e à imprensa.

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Leve a autópsia inteira.

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